CARNAVAL EM NOVA FRIBURGO
“Abram alas! Nova Friburgo está em festa! Não me leve a mal, aqui se faz Carnaval!”
Não poderia ter época melhor para Nova Friburgo do que o verão. O silêncio da cidade era substituído pelo burburinho que vinha da estação de trem e se espalhava pelas ruas, hotéis e casarios, movimentando a vida social e econômica da cidade.
Chegavam visitantes de toda parte buscando os bons ares da serra, seja para fugir do calor ou como alternativa para recuperar a saúde. E no meio de toda essa movimentação, desenrolavam-se as festas e comemorações do reinado de Momo.
No final do século XIX e primeiras décadas do século XX, percorrendo os modos de fazer Carnaval nas ruas ou nos grandes e decorados salões friburguenses. Uma época na qual a elite mantinha seu protagonismo em ambos os espaços.
As ruas e alamedas da Praça 15 de Novembro (atual Praça Getúlio Vargas) eram um dos principais palcos destas manifestações carnavalescas. Tradicionais famílias friburguenses ornavam carros com flores, transformando-os alegorias, e desfilavam juntamente com uma banda de música até a Praça do Suspiro, onde começava a chamada BATALHA DAS FLORES, na qual os participantes jogavam estas flores um nos outros.
Podemos, inclusive, entender esta prática, assim como as batalhas de confete, como uma elegante alternativa ao Entrudo, proibido na cidade desde 1848, através do art. 137 de suas Posturas Municipais. O Entrudo era visto por esta elite como uma prática atrasada e até mesmo perigosa, que nos prendia aos antigos hábitos coloniais. As práticas com influências europeias, principalmente francesas, como foi o caso da Batalha das Flores, foram usadas como ferramentas para ganhar espaço e substituir o que era considerado alheio ao progresso (BRASIL, 2016). Festa herdada da época colonial, que ainda se mantinha popular, o Entrudo consistia em pequenas bolinhas de cera fina, com líquidos que iam de água perfumada à água suja. (...) Para completar o Entrudo, depois de devidamente molhado, o folião geralmente era alvejado por variados pós: polvilho, farinha, café, etc. Na guerra do entrudo raramente alguém saía ileso (BRASIL, 2016: 48 e 49).
A partir desta diferença entre a prática que era exaltada e aquela que era proibida, começamos a entender o Carnaval também como um espaço de disputas, que se encaixava, desde o final do século XIX, em um projeto de civilização das práticas e hábitos dos brasileiros (BRASIL, 2016). É importante compreender que o Carnaval e as atividades relacionadas a ele passam a ser, no início do século XX, organizadas em sua maioria pelas classes mais abastadas.
Já nos principais espaços de sociabilidades, reservados para receber esta elite local e os ricos visitantes, tais como teatros e os salões dos hotéis e clubes, eram decorados com todo capricho que a festa carnavalesca demandava ou então a escolha por BAILES TEMÁTICOS, transportando os convidados para Veneza, Egito ou Grécia. (CORRÊA, 2008). Os bailes eram realizados ao som das apresentações das Bandas Euterpe Friburguense e Campesina Friburguense. Além de todo status que representava receber um dos disputados convites, brincar o carnaval nestes bailes era também uma forma de se proteger das chuvas recorrentes desta época na cidade.
Nova Friburgo, com suas fortes influências europeias e com o interesse da elite enriquecida em equiparar os seus hábitos e desenvolvimento urbano aos padrões considerados civilizados da chamada Belle Époque (1870-1914), seguiu esse movimento também em relação ao Carnaval. Auxiliados pela imprensa, o destaque era dado as SOCIEDADES CARNAVALESCAS, também fruto desta elite, e aos bailes, não disponibilizando o mesmo espaço para outras manifestações de aspecto popular.
Ao analisarmos a matéria O Carnaval, publicada no jornal O Pharol (01/03/1914:2), por exemplo, observamos a descrição do desfile de uma destas sociedades: Quem São Eles? O desfile foi formado por dez carros enfeitados e com alegorias, influência do Carnaval italiano (CORRÊA, 2008), sendo três deles os chamados carros de ideias, que traziam na sua essência representações de situações políticas da cidade ou críticas sociais (BRASIL, 2016).
Também eram comuns nas páginas dos jornais friburguenses as referências aos RANCHOS, formados a partir de núcleos familiares de classe média. Entre eles, David Massena apresenta os ranchos “Flor do Sertão”, “Recreio das Flores”, “Kananga do Japão”, “Ameno Resedá” e “Flor do Abacate” (MASSENA, 2012: 86). Este tipo de manifestação já apresentavam enredos e desfilavam em cortejo e ao som dos chamados “marcha-rancho”. “Muitos cronistas carnavalescos descrevem os desfiles dos ranchos como procissão medieval ou teatro lírico ambulante” (MASSENA, 2012: 86).
A matéria d’O Pharol citada anteriormente também lista alguns CORDÕES: “Lyra Friburguense”, “Chuveiro de Ouro” e “Prazer da Infância”. Os cordões eram caracterizados por brincantes mascarados de velhos, índios, palhaços, diabos, apresentando-se em fila. Observamos, então, que estes dois outros tipos de manifestações estavam mais próximas das classes populares, que tinham as ruas como seu palco principal. E quando pensamos na parte popular do reinado de Momo, voltamos nossa atenção para os grupos denominados ZÉ PEREIRAS: grupos que desfilavam com roupas esfarrapadas (poucos se apresentavam limpos e bem fantasiados), portando estandartes e animados por bumbos e zambumbas (BRASIL, 2016), considerados inconvenientes por conta deste ritmo. A disputa entre estes grupos “era quanto a maior potência das batidas no bumbo, o que não chegava a produzir música, mas apenas um estrondo compassado no ritmo do caminhar de cada um” (MASSENA, 2012: 59). De acordo com Maria Janaína Botelho (2008), um destes Zé Pereiras friburguenses consista em rapazes que se vestiam de mulheres e saíam no sábado de Carnaval, às 10 da noite, percorrendo as principais ruas da cidade. “As moças que os acompanhavam trocavam os saiões pela calça branca e usavam longos sombreiros” (CORRÊA, 2008:385).
Estes grupos atraíam os foliões individuais, característica também desta classe popular, em sua maioria mascarados, que percorriam as ruas com sua frase típica: “VOCÊ ME CONHECE?”. Manter-se sem revelar sua identidade durante todo o festejo era uma meta para estes foliões (CORRÊA, 2008). Porém, algum destes mascarados populares, diferentemente daqueles que frequentavam os bailes recitando poesias, utilizavam o artifício de se manter anônimos para disparar calúnias e ofensas.
Isso fazia com que fossem vistos como perigosos e indesejáveis pelas autoridades policiais (BRASIL, 2016).
Estes foliões mais exaltados, que acabavam tendo problemas com a polícia, ficavam presos durante todo o Carnaval e se tornavam personagens de outro “bloco” friburguense. Segundo Leyla Melo, entrevistada por David Massena (2012), a saída deles da delegacia, onde hoje se localiza o Edifício Itália (Av. Comte Bittencourt), era um acontecimento que atraía muitas pessoas, curiosas para saber quem tinha sido preso durante o período carnavalesco e davam o apelido de bloco do “O QUE EU VOU DIZER LÁ EM CASA?” (MASSENA, 2012: 131).
A coexistência das diversas formas de fazer Carnaval proporcionou o diálogo entre elas, que uniu as brincadeiras populares, como o Entrudo e Zé Pereiras, com as pompas das manifestações importadas da Europa, através dos grandes bailes e desfiles de carros decorados. “Sem dúvida, essa mistura é que delineará a nova identidade do Carnaval brasileiro” (MASSENA, 2012: 44).
As novas formas de festejos começam a ganhar espaço no Carnaval friburguense: concursos de fantasia e a organização das escolas de samba e blocos de enredo, que se somavam aos bailes, que passavam a realizados principalmente nos clubes.
Os concursos de fantasias em Nova Friburgo começaram a ser realizados na cidade a partir dos anos de 1970 e ganharam mais visibilidade nas décadas de 1980 e 1990, através das transmissões realizadas por emissoras nacionais. Porém, um grande personagem já representava o nome de Nova Friburgo em famosos concursos cariocas, além de também ser um renomado carnavalesco. Não há possibilidade de falar sobre estes eventos sem lembrar-se do ilustre friburguense CLÓVIS BORNAY. Nascido em 10 de janeiro de 1916, Bornay formou-se em museologia e exerceu sua profissão no Museu Histórico Nacional. Começou sua carreira no Carnaval em 1937, mesmo ano em quem recebeu o primeiro lugar com a fantasia Príncipe Hindu. Foi o idealizador deste “tradicional Baile de Gala do Theatro Municipal e dedicou 77 anos de sua vida à maior festa popular da Terra” (MASSENA, 2012: 121). Depois de inúmeros títulos conquistados, tornou-se hors concours na maioria dos concursos que participava (MASSENA, 2012).
Enquanto Clóvis Bornay ganhava os salões do Rio de Janeiro com suas belas fantasias, começava em Nova Friburgo o movimento de criação e organização das AGREMIAÇÕES CARNAVALESCAS. As principais linhas de pesquisa sobre o Carnaval friburguense apontam que as escolas de samba surgiram de grupos oriundos das fábricas e também de associações esportivas, com destaque para o futebol. As notícias sobre a nova organização dos desfiles das escolas de samba cariocas e o crescente espaço que este gênero musical vinha conquistando subiam a serra pelo trem ou chegavam através das ondas dos rádios e encontraram em Nova Friburgo estes grupos, que receberam esta influencia e construíram um ambiente favorável para criação e o desenvolvimento das agremiações carnavalescas da cidade.
Começaremos então a apresentação destas agremiações carnavalescas, que ainda estão em atividade, pela primeira a ser fundada: Grêmio Recreativo Escola de Samba ALUNOS DO SAMBA. Segundo David Massena (2012), a origem desta escola de samba estava na organização dos torcedores do Fluminense (atualmente corresponde ao Friburguense Atlético Clube), inspirados por um bloco formado no Sanatório Naval. As cores escolhidas para agremiação foram o azul e branco, que permanecem até hoje no pavilhão. A partir de 2 de fevereiro de 1946, foi denominada de Fluminense Azul e Branco, mais tarde transformada em Alunos do Samba. E só em 1976 transferiu sua sede para o distrito de Conselheiro Paulino. Seu símbolo, o Zé Carioca, foi escolhido por uma importante figura do Carnaval friburguense, Eloy Machado, na década de 1980.
A UNIDOS DA SAUDADE foi fundada em 7 de setembro de 1948 e tornou-se a escola mais popular entre as quatro que ainda estão em atividade, representando os bairros Ypu, Perisse e Cordoeira. Esta popularidade também estaria ligada a outro fator: próximo ao local onde atualmente está a sua quadra existia o “Grito da Mocidade”, uma alternativa de bailes voltada para as classes mais populares. E assim como a agremiação
Alunos do Samba, David Massena (2012) aponta que a sua origem também está ligada a um time de futebol: Esporte Clube Saudade. As cores escolhidas para seu pavilhão foram o roxo e branco e seu símbolo uma espécie de flor conhecida pelo nome de Flor da Saudade.
Com as cores verde e branco, a VILAGE NO SAMBA foi fundada logo depois, em 23 de setembro de 1948. Cansados de ter latas como seus instrumentos de percussão, os meninos do bairro Vilage procuraram uma agremiação para fazer parte. E aí que está a origem da Vilage no Samba. Estes meninos foram expulsos do ensaio da
Alunos do Samba, que anteriormente acontecia na Praça do Suspiro. Voltaram, então, ao seu bairro de origem decididos a fundar sua própria agremiação, escolhendo a águia para ser seu símbolo (MASSENA, 2012).
A caçula entre as escolas em atividade é a IMPERATRIZ DE OLARIA. Criada a em 3 de março de 1976, a escola de samba é fruto da união das agremiações “Unidos do Terreirão”, “Império de Olaria” e do rancho “Flor do Sertão” (MASSENA, 2012). É a representante do bairro mais populoso de Nova Friburgo, Olaria. Seu nome é uma homenagem a Pedra do Imperador, seu símbolo é a Coroa e suas cores, vermelho e branco, uma homenagem ao Serrano Futebol Clube.
Completando as dinâmicas dos desfiles, o sábado do carnaval friburguense é o dia reservado da apresentação dos BLOCOS DE ENREDO. Estas agremiações são caracterizadas por terem uma organização semelhante às escolas de samba, embora tenham um número menor de componentes, alegorias e alas. Em Nova Friburgo, contamos com quatro blocos de enredo em atividade.
O primeiro a ser criado foi o nosso RAIO DE LUAR, em 15 de outubro de 1970. O pavilhão, que têm as cores azul e branco, juntamente com seu símbolo formado pela lua e o raio, representa o bairro de Duas Pedras (MASSENA, 2012). Também inspirado pela lua cheia, em outubro de 1974, foi fundado o BOLA BRANCA, representando o bairro do Catarcione através das cores preto, branco, azul e rosa. Da Vila Amélia, chegou o GLOBO DE OURO, que também é o seu símbolo. Foi fundado em 30 março de 1977 e seu pavilhão tem as cores amarelo ouro e azul royal. E assim como no caso das escolas de samba, o caçula entre os blocos de enredo também é o representante de Olaria, UNIDOS DO IMPERADOR, cujas cores são o verde, vermelho e branco e seu símbolo a coroa imperial. Fecharemos este setor com uma exaltação aos blocos de enredo, uma homenagem aos nossos co-irmãos, com destaque para o nosso RAIO DE LUAR.
Parabéns!
Palmas para os sambistas
Carnavalescos, artistas
Sem vocês, não tem show!
A partir desta estrofe, pertencente ao samba enredo da Caprichosos de Pilares
(2005), apresentamos o objetivo do último setor: A HOMENAGEM AOS QUE
TRABALHAM DURANTE TODO O ANO PARA QUE OS DESFILES POSSAM
SER REALIZADOS.
O Carnaval é um espaço de interdisciplinaridade, do convívio de várias
profissões, que normalmente permanecem nos bastidores e merecem ser exaltadas. Este
setor vem mostrar o que é o Carnaval antes que todas as fantasias e alegorias estejam
prontas para o terceiro toque da sirene. Os aplausos aqui serão destinados a todos os
carpinteiros, soldadores, mecânicos, ferreiros, costureiras, carnavalescos, compositores,
a chamada Ala da Força. Sem eles, não há espetáculo. Assim como para os que brilham
nos momentos dos desfiles, tais como nossos os destaques e grandes personagens do
Reinado de Momo.
Anne Thereza de Almeida Proença - Ma em História das Ciências e da SaúdeFONTES E REFERÊNCIAS
FONTE:
O CARNAVAL. O Pharol, 01 de março de 1914, página 2. Disponível na seção Jornais
e Periódicos do portal www.djoaovi.com.br – Acessado em 15 de abril de 2017.
REFERÊNCIAS:
BRASIL, Eric. A corte em festa: experiências negras em carnavais do Rio de Janeiro
(1879-1888). Curitiba/PR: Editora Prismas, 2016.
CORRÊA, Maria Janaína Botelho. O cotidiano de Nova Friburgo no final do século
XIX: práticas e representação social. Rio de Janeiro: Educam, 2008.
EMRICH, Dayane. Alunos do Samba, mestres por tradição. Jornal A Voz da Serra, 28
de outubro de 2014. Disponível em http://avozdaserra.com.br/noticias/alunos-do-sambamestres-por-tradicao - Acessado em 21 de maio de 2017.
FERREIRA, Marieta de Moraes. Histórias de família: casamentos, alianças e fortunas.
Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013.
GUIMARÃES, Helenise Monteiro e SANTOS FILHO, Raphael David dos. Carnaval
nos anos de 1940: muitas fantasias de um rio folião. Textos escolhidos de cultura e arte
populares, Rio de Janeiro, v.9, n.1, p. 7-19, mai. 2012. Disponível em www.epublicacoes.uerj.br/index.php/tecap/article/download/10274/8070 - Acessado em 19 de
maio de 2017.
MASSENA, David. Até quarta-feira! São Paulo: Viena Editora, 2012.
RODRIGUES, Lucas de Oliveira. Sociedade de massa. Disponível em
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/sociedade-massa.htm - Acessado em
19 de maio de 2017.
Cronologia do Carnaval Friburguense
Texto de Ruben Sérgio dos Santos Venezia
1641:
– O marco zero do carnaval do Rio de Janeiro ocorreu num domingo de Páscoa, na Rua Direita, antigo nome da Rua Primeiro de Março, durante as festas comemorativas da aclamação de El Rey D. João IV, primeiro monarca português.
1700 (era das primeiras descobertas de ouro em Minas Gerais):
– Em meados do século XVIII, surgem, no Rio de Janeiro e Bahia, as lendárias e divertidas músicas de barbeiros. São pequenos grupos musicais compostos de escravos negros barbeiros. Segundo estudiosos, essa seria a primeira verdadeira manifestação de uma música popular brasileira instrumental de entretenimento público. Essas pequenas orquestras ambulantes tocavam flauta, cavaquinho, violas, rabeca, trompa, pistão, pandeiro, tamboril, machete, e interpretavam, muito à sua maneira livre, fandangos, dobrados, quadrilhas, lundus e polcas num repertório bem diverso.
1723:
– Chega ao Brasil o Entrudo. Trazido pelos portugueses, das ilhas da Madeira dos Açores e do Cabo Verde.
Do termo latino introitus, Entrudo significa início, começo, entrada da quaresma. Divertimento, entremeado com alguma violência. Praticava-se o entrudo nos três dias anteriores ao início da quaresma (quarta-feira de cinzas), a partir deste dia até ao domingo de Páscoa, os fiéis ao catolicismo deveriam se privar em alimentar-se de carne. Conclui-se que vem daí o vocábulo “carnaval”, derivado da expressão “carnen levare”, do latim medieval, depois modificada para “carne, vale!”.
1817:
– Em 18 de maio, o agente Sébastien-Nicolas Gachet, encarregado pelo Governo Friburguense, parte para o Rio de Janeiro a fim de negociar a criação de uma colônia suíça, no Brasil.
1818:
– Em 16 de maio, o rei Dom João VI ratifica o tratado de colonização e financia a primeira imigração oficial do Brasil. Cem famílias suíças católicas foram autorizadas a ocupar a Fazenda do Morro Queimado, Distrito de Cantagalo, situada a cinco dias de viagem do Rio de Janeiro, que daria lugar a uma colônia agrícola.
1820:
– No dia 3 de janeiro o Rei decreta a fundação da Vila de Nova Friburgo.
– Em 18 de fevereiro, a colônia está completa e conta 1631 pessoas.
– Finalmente, em 17 de abril inaugura-se a Vila de Nova Friburgo com a formação da Câmara Municipal. À noite, após a procissão desfilar pelo centro da Vila e a realização de um requintado banquete, os salões do “Castelo do Rei”, majestosamente ornamentados, foram abertos para recepcionar o povoado para um caloroso e animado baile.
– No dia 24 de junho, as casas se iluminam, os colonos fazem fogueiras, soltam fogos e dançam para comemorar São João, o padroeiro do lugar. A festa se estende até 29 de junho, dia de São Pedro.
– No primeiro agosto da Vila o Padre Joye abençoa o Estandarte Real e são lançadas, por ordem de D. João VI, as pedras fundamentais de importantes pilares de Nova Friburgo. Um grandioso cortejo parte do “Castelo do Rei” e percorre por toda a Vila. E já ao cair da fria tarde, os suíços caem na dança.
1824:
– No dia 3 de maio chega à Nova Friburgo, a primeira leva de imigrantes alemães. São recepcionados com músicas, danças e cantorias.
1831 (I Reinado: em 7 de abril, ocorre a abdicação de Dom Pedro I):
– Os grandes proprietários latifundiários criam a Guarda Nacional, cujos músicos militares fardados passam a incluir em seus repertórios oficiais, além das marchas e dobrados, trechos de música popular e de música clássica. Surgimento dos Coronéis do Sertão nordestino.
– Chega ao fim o regime colonial no Brasil. Com isso, Nova Friburgo adquire independência. A partir de então a administração direta da Vila de Nova Friburgo é substituída pela Câmara da Vila, a exemplo das outras localidades brasileiras. Monsenhor Miranda e o Major Francisco Salles Ferreira de Souza são afastados do poder decisório. Finalmente surgia uma luz no alto do Morro da Cruz. E tome festa, folia, desfiles e carnaval.
1863:
– Em 26 de fevereiro é fundada a Sociedade Musical Beneficente Euterpe Friburguense, pelo maestro Samuel Antônio dos Santos.
1870:
– Em 6 de janeiro deste ano é fundada a Sociedade Musical Beneficente Campesina Friburguense, com o propósito de animar os comícios republicanos, tendo à frente o Major Augusto Marques Braga.
1872:
– Em 10 de fevereiro registra-se um requerimento da Sociedade Musical Campesina Friburguense enviado à Câmara dos Vereadores, solicitando autorização para animar dois bailes carnavalescos: dia 11 e dia 13 de fevereiro no Edifício do Senado, na Rua do Senado (primeiro nome da Avenida Alberto Braune).
Desde então, cantos e batuques ecoam entre os montes e os vales da Vila. Misturam-se acordes de várias melodias. De cada frase musical fluem versos ritmados que representam ainda o “abre-alas” do espírito de cada folião e traduzem o encanto de uma Cidade que consegue, entre vales e montes manter-se no topo e atrair olhares de admiração.
1873:
– Em 09 de junho, o trem chega a Nova Friburgo.
– Registra-se em Ata da Câmara dos Vereadores, que na época lucrativa do cultivo do café, a realização de magníficos bailes carnavalescos. Os foliões elitistas brincavam animadamente e usavam fantasias luxuosas.
1890 (chega o anarquismo trazido por italianos):
– Em 18 de janeiro, Nova Friburgo é elevada à categoria de cidade. O município conta 18.287 e a cidade de Nova Friburgo 9.857 habitantes. Nesta mesma época a população do Rio de Janeiro atingia a marca de 522.651 habitantes.
1891:
– Em Nova Friburgo, as manifestações populares ganham o noticiário: dois Clubes Carnavalescos, “Phantasmas” e “Rei do Fogo”, desfilam pelas ruas da Cidade, distribuindo versos e flores.
1894:
– As agremiações de Nova Friburgo desfilam manifestando-se contra o projeto da luz elétrica, da água e esgoto, da Companhia de bondes movidos pela eletricidade e contra os impostos da décima urbana.
– Ruidosos Zé-pereiras e manifestações do Entrudo fazem parte do carnaval friburguense.
1896:
– O grande acontecimento do carnaval, em Nova Friburgo, foi a realização do baile a fantasia no edifício do Hotel Central.
– Evidencia-se o folião Doutor Farinha Filho, com suas originais fantasias, mas, sobretudo, com sua alegria contagiante.
1898:
– É expressamente proibido o uso de máscaras nos bailes do Hotel Salusse (Palácio das Fadas) de Nova Friburgo.
– O carnaval popular era realizado nos salões da Banda Euterpe e Campesina.
1900 (era da presidência de Campos Salles):
– Dois Salões dividiam os foliões de Nova Friburgo: o salão da Banda Campesina (baile dos pobres) e o Salão do Hotel Engert (elegantes bailes dos ricos).
– Realiza-se, na Praça XV, atual Praça Getúlio Vargas, um desfile de automóveis conversíveis, numa manifestação denominada de Corso, onde belas e gentis senhoritas exibiam seus charmes, atirando confetes e serpentinas no público presente.
1901:
– O Theatro Dona Eugênia abre seu salão para mais um animado baile. Os foliões friburguense, para se livrar das chuvas incessantes, buscam nos clubes, nos hotéis, nos cassinos e no theatro o refúgio perfeito para brincar o carnaval.
1903:
– Os verdadeiros foliões friburguense fazem apelo às autoridades policiais para coibir a prática do “bárbaro” Entrudo na Cidade.
1911:
– Instala-se a eletricidade em Nova Friburgo.
– As fábricas alemãs instaladas em Nova Friburgo, começam a produzir.
1912:
– O “Chuveiro de Ouro” e “Lyra Friburguense”, além dos belos cordões, dos carros ornamentados, dos automóveis enfeitados, animam as ruas da cidade de Nova Friburgo. Aumenta o uso do lança-perfume nas ruas e nos salões.
1914 (início de uma época de revoltas brasileiras):
– No concurso de Cordões, a Lyra Friburguense fica em primeiro lugar, seguido pelo Prazer da Infância e Chuveiro de Ouro, respectivamente.
1917 (época áurea dos Coronéis do Sertão):
– Registra-se em Nova Friburgo a presença nas ruas do Rancho Flor da Mocidade.
1918:
– Registra-se, neste ano, um animadíssimo carnaval em Nova Friburgo, principalmente na terça-feira, quando, quase mil foliões lotaram a Praça XV.
1922 (surgem movimentos de insurreição contra a República Velha):
– Semana de Arte Moderna de 22, um dos fatos marcantes do irreverente movimento de cunho antropofágico nacionalista.
– Desfilavam pelas ruas de Nova Friburgo os Ranchos: Flor do Jiló, Prazer da Mocidade (Campesina), Flor da Lira de Friburgo, União das Morenas, Estrela do Oriente, Chuveiro de Ouro, Treme Terra, Mimosas Violetas e outros.
1925:
– Sambas e Choros animam o carnaval friburguense.
– Os Sapeados de Nova Friburgo, importam os serviços do Cenógrafo Ramiro Domingues, do Rio de Janeiro.
1926 (época do governo de Washington Luís):
– Blocos e Cordões invadem as ruas e praças de Nova Friburgo.
1928:
– Gumercindo Oliveira lidera o Rancho Prazer da Mocidade, disputa a preferência popular com o Rancho Mimosas Violetas, do Presidente Henrique Raposo.
– Além do Friburgo Palace Hotel e Hotel Floresta, a Escola Sociedade Alemã também promove importantes bailes, inclusive com concurso de fantasia.
1929:
– Registra-se a presença do Rancho Prazer da Mocidade cantando um samba chamado “Quebra Baiana” de Adolpho Serpa e Pedro Baptista.
– Na alameda dos eucaliptos desfilam o Bloco Galo Pinica o Pinto, ex Já Quebrou, além do Bloco Meu Boi, Não Empurra que é Pior e o Bloco das Baronesas.
1932:
– Neste ano o Bairro de Conselheiro Paulino orgulhava-se de seu Rancho União das Meninas.
– As Mimosas Violetas desfilaram com belos carros ornamentados pelo competente cenógrafo Antônio Bonnan. Os versos e as músicas compostas pelo Maestro Joaquim Naegle, Pedro e Marino Pissialli.
1933:
– Em Nova Friburgo desfila o Cordão Flor do Lírio e o Bloco Linda Morena e o Bloco dos Malandros.
1937:
– Por decreto do presidente Getúlio Vargas as escolas de samba devem dar caráter didático a suas apresentações.
– Proibido o uso de lança-perfume.
– Inicia-se, em Nova Friburgo, a organização dos desfiles das agremiações. Ranchos e blocos realizam seus primeiros desfiles para julgamento obedecendo a critérios pré-estabelecidos. Na categoria Blocos, sagra-se campeão o Bloco Sossega Leão, criado na colônia de férias da Marinha (Sanatório Naval). Na categoria Rancho o campeão foi o Rancho Carnavalesco As Estrelinhas.
– No concurso popular promovido pelo Jornal A Paz o campeão foi o Bloco Manda Quem Pode, da Vila Amélia, seguido de As Estrelinhas, Quem é Bom não se Mistura e Sossega Leão, respectivamente.
1939 (Getúlio Vargas cria a Justiça do Trabalho e o Departamento de Imprensa e Propaganda, DPI):
– A primeira e mais importante música exportada aos Estados Unidos e Europa é “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso (1903-1964), e que inaugura o gênero samba-exaltação.
– Durante a década de trinta, registra-se a presença pelas ruas da cidade de Nova Friburgo o Bloco dos Índios, liderado pelo Cacique Otávio Líder Negro. (Teatro somente de negros); Bloco do Boi Ligeiro, liderado por Damasceno, Van-Erven-Tingly, Zé Leiteiro; Bloco do Boi, do Bairro de Olaria, tendo a frente Porfírio; Bloco Vaca Malhada, da região de Lagoinha.
1940:
– O Clube de Xadrez torna-se uma das mais importante atração do carnaval Friburguense. Nesta época o Clube destacava-se pelos famosos bailes carnavalescos e pelos seus concursos de fantasias. O seu Departamento Social era dirigido pelo Doutor Eugênio Francisco Pinto e secretariado por Virgílio Laginestra.
1943 (Getúlio Vargas instala a Fábrica Nacional de Motores, FNM, no Rio):
– Quatro grandes bailes agitam Nova Friburgo. Os foliões poderiam escolher brincar o carnaval no Cassino Turista, Clube do Xadrez, Legião Auri-Verde ou no salão da Banda Euterpe, além de um animado Banho à Fantasia no Olifas.
1946 (o general Eurico Gaspar Dutra toma posse na presidência):
– Desfilava pelas ruas de Nova Friburgo a “Turma da Boa Vontade”, formada por hóspedes da colônia de férias do Sanatório Naval. Chamada de Escola de Samba pelos cronistas por desfilar exibindo instrumentos de percussão tal qual as escolas de samba do Rio de Janeiro.
– Em 2 de Fevereiro, fundava-se, oficialmente, a primeira escola de samba friburguense, a Alunos do Samba. Dando continuidade ao trabalho iniciado no início dos anos 40 por Hélio Art Cortes, Hélio Silva, Hélio Monteiro, Fernando Alves Pena, Geraldo Magela Affonso, Nilton Thomás de Freitas, Jorge Costa, Joel Bravo, Gilberto Bravo, entre outros, assinam a Ata de Fundação da Escola: Orlando Silva, Paulo Floriano dos Santos e sua esposa Lurdes, Agnaldo Sevilha, José Pio, Sebastião Luna, Roberto Floriano dos Santos, Nélio dos Santos, Luiz Marinho, Luiz Medeiros, Maurício de Souza Lima, Genésio Martignoni, Antônio Magela Affonso, Sebastião Mendes Barbosa, Daniel dos Santos e outros. Acrescenta-se que foram mantidas as tradicionais cores: azul e branco, o pandeiro como símbolo e a Portela como madrinha.
1947:
– “O Nova Friburgo” publica uma nota denominada “A Prefeitura Facilitará”, na qual o Prefeito Hélio Veiga alega que por falta de verba não poderá auxiliar os grupos carnavalescos. No entanto, resolveu facilitar os bailes e diversões públicas, dispensando-as de emolumentos, e finaliza afirmando que o povo precisa de distração.
– Realiza-se o 1° concurso de escolas de samba de Nova Friburgo. O desfile ocorreu em frente ao Clube de Xadrez, Av. Rui Barbosa, hoje Galdino do Vale Filho. Esta Avenida serviu de palco para os desfiles de 1947 a 1952.
1948:
– Em 7 de setembro, funda-se, oficialmente, a Unidos da Saudade. Entre seus fundadores destaca-se Moacyr, Didi e Tito, além de Licinho (Pamparrão), Ferdinando, Tião, Belinho, Aguinaldo, Tião Freitas, Walter Veneno, Dalto Maluco, Edmar Santos, Acyr (Bitu), entre outros. Em pouco tempo a Rouxa e Branca do Perissê se tornaria uma das mais populares e querida escola de samba de Nova Friburgo.
– Em 23 de setembro, Nova Friburgo ganharia outra Escola de Samba: Grêmio Recreativo Vilage no Samba, que tem entre seus fundadores, além de Raul Trigo Sobrinho, Otávio Gorni, José Kalil Gastim, Michel Kalil Gastim, Gastim Kalil Gastim, Avelar Garcia, Edson Matheus, Teresa Matheus, Constante Trigo, Onofre Rodrigues, Nelson Rosa Frederico, Sebastião Rosa Frederico, Antônio José Nicolau Guzza, Eliude Vidal, Dário Salomão Borges, Adélia Trigo, Hélio Veiga, Luiz Carlos Sardou, Celso Arnoldo Salomão Borges, Evelina Faria, Luiz Carlos Feno Levorato, o Lilito e Luiz do Nascimento, o Leônidas.
1949:
– Em Nova Friburgo, registra-se a presença do Bloco Alô!, Alô! América, que tinha entre seus integrantes o friburguense Watson Macedo. Formado nos estúdios da Brasil Vita Filmes, Watson Macedo (1918-1981) começou sua carreira como cenógrafo e assistente de direção em 1938. Com um média-metragem em seu currículo, foi levado pelo diretor de fotografia Edgar Brasil para os estúdios da Atlântida, onde trabalhou como montador e assistente. Sua promoção a diretor coincidiu com a ascensão da comédia no repertório da Atlântida.
1953:
– Os desfiles das escolas friburguense passam a ser realizados no final da Praça XV de Novembro, atual Praça Getúlio Vargas. A comissão julgadora ficava num coreto onde hoje está instalado um parque infantil, ao lado da Rodoviária de Integração Cezar Guinle. Os desfiles permaneceram neste local até 1955.
1956:
– A partir deste ano os desfiles das escolas de Nova Friburgo passaram para a Rua Alberto Braune, atual Avenida Alberto Braune.
1958 (era desenvolvimentista de Juscelino Kubitscheck):
– O Jornal “A Voz da Serra”, destaca os bailes realizados no salão do Nova Friburgo Country Clube como o grande “debut” do ano.
– Na década de 50, as bandeiras das escolas de samba de Nova Friburgo, eram pintadas a óleo. Nesta época a Pintora Dinair Fontão pintava graciosamente as bandeiras da Alunos do Samba e Vilage no Samba.
– No sábado de Aleluia, deste ano, Alunos do Samba desfilou no Rio de Janeiro. A primeira e talvez a única a conseguir este feito, até 2007.
1960 (Juscelino Kubitschek inaugura Brasília):
– Em Nova Friburgo, o noticiário de “A Paz” intitula: Carnaval nos clubes: sensacional. Menciona, ainda, a decepção com o carnaval de rua pelo desânimo apresentado, e enaltece os bailes no Clube de Xadrez como a grande atração do carnaval.
1964 (golpe militar derruba o governo de João Goulart):
– “O Nova Friburgo” noticia: O Brasil sambou chorando. Sambou porque era carnaval. E carnaval sem samba não é carnaval. Chorou porque morreu o autor do maior samba do mundo. “Aquarela do Brasil”. Morreu Ary Barroso. Em 31 de março a história do Brasil sofreria outro baque, o golpe militar.
1968 (início da guerrilha urbana no país):
– Em 14 de março funda-se a Acadêmicos das Braunes. Foram seus fundadores José Damasceno, Pedro Ignácio e Érico Antônio Gripp. Suas cores: verde e rosa, seu símbolo o dragão.
1969:
– Em Nova Friburgo, os Bairros da Vila Nova, Duas Pedras, Chácara do Paraíso, Lagoinha, Tingly, Olaria, Ypu, Cordoeiro e Cônego, eram representados no carnaval por animados Blocos.
1970 (uma junta militar comanda o país, época do período mais brutal da ditadura militar):
– Em 15 de setembro é criada a Associação das Escolas de Samba Friburguense (AESFRI), sendo o Sr. Humberto Fontão o seu primeiro presidente.
– No dia 28 de Novembro a Diretoria da AESFRI, promoveu um evento para arrecadar fundos para as escolas de Nova Friburgo. Um show de passistas antecedeu o desfile das dez mais elegantes do samba da Guanabara, realizado no salão da Fábrica de Filó.
1976:
– Em 6 de janeiro, o Alunos do Samba, agora de Conselheiro Paulino, resolve assumir seu retorno aos desfiles, após um longo período de paralisação.
– No dia 29 de Março nasce, em Nova Friburgo mais uma importante escola de samba: a Imperatriz de Olaria. A Escola que tem como símbolo a “Coroa” e as cores Vermelha e Branca, em homenagem ao ex-Serrano Futebol Clube, é fundada com grande presença de público em passeata nas principais ruas da Cidade. Assim nasceu o G.R.E.S. Imperatriz de Olaria, que teve entre seus fundadores e presidentes David Urias Waldhelm.
– Os anos setenta, em Nova Friburgo, também foram marcados pelos grandes desfiles de fantasias, onde brilhavam Francis, Eduardo Rodrigues, entre outros.
1986:
– Último desfile da Acadêmicos das Braunes.
1987:
– Inicia-se a trajetória do Carnavalesco Eloy Machado, em Nova Friburgo, e nos brinda com belíssimos carnavais apresentados pela Alunos do Samba.
1990 (o presidente Fernando Collor de Mello, eleito pelo povo, lança o terrível Plano Collor, de confisco de poupanças populares):
– Unidos do Amparo desfila pela primeira vez como Escola de Samba. Data da transformação de Bloco de Enredo em Escola de Samba: 04/03/1989. Suas cores tradicionais são a prata e o ouro. Tem como símbolo o Leão. Ascendeu a condição de Escola de Samba após triunfar por diversas vezes na categoria de Bloco de Enredo. Neste ano o seu Presidente foi o Sr. José Elias da Rocha, o Zezinho.
1991:
– Fundação da Acadêmicos do Prado, herdando as cores verde e rosa, além do símbolo de um dragão da extinta Acadêmicos das Braunes. A mais nova agremiação de Nova Friburgo foi fundada em 9 de maio de 1991. Nasceu de uma fusão do Bloco Carnavalesco Unidos do Prado, da Escola de Samba Braunes Tradição e da Escola de Samba Acadêmicos das Braunes. Seu primeiro presidente foi o também fundador Antônio Carlos da Silva.
1992:
– Em 24 de setembro, foi fundada a Liga Independente das Escolas de Samba e Blocos de Enredo de Nova Friburgo (LIESBENF). Seu primeiro presidente foi Antônio Carlos da Silva.
1995 (Fernando Henrique Cardoso toma posse da presidência da República):
– Em caráter experimental as Escolas de Samba de Nova Friburgo, desfilaram na Avenida Euterpe Friburguense. Coube a Vilage no Samba abrir os desfiles.
1996 (começa a discussão das arrastadas reformas constitucionais):
– Os desfiles foram realizados, ainda, na Avenida Euterpe Friburguense. Nesta ocasião, Alunos do Samba conquistou o Bicampeonato.
1997:
– Os desfiles voltam a ser realizados na Avenida Alberto Braune.
2001:
– A tristeza toma conta dos foliões friburguense, por não haver desfiles de escolas de samba, blocos de enredo e blocos de embalo em Nova Friburgo.
2003:
– Realiza-se a 1ª Exposamba – Exposição de fotos da Vilage no Samba, nos 1º e 2º pisos do Friburgo Shopping, no período de 21 de fevereiro a 09 de março de 2003. Este evento foi criado e organizado pelo Colunista do Jornal A Voz da Serra, David Massena.
– A TV Zoom, neste ano, transmite os desfiles das escolas de samba com muito sucesso. Em contrapartida compromete-se a patrocinar o primeiro CD das escolas e Blocos de Enredo de Nova Friburgo.
– No dia 20 de dezembro, comemora-se mais um marco no carnaval de Nova Friburgo. Mediante uma memorável festa, no salão da Sociedade Esportiva Friburguense, é lançado o 1º CD, com os sambas enredos para 2004 das escolas de samba e blocos de enredo. A festa é abrilhantada com Show do intérprete, ainda da Imperatriz Leopoldinense, Davi do Pandeiro.
2004:
– Friburgo exporta valores para o carnaval do Rio de Janeiro: na Portela brilha o carnavalesco friburguense Jorge Marcos Freitas; no Barracão da Grande Rio, outro friburguense, Kleiton Eller, auxilia, como estagiário, o renomado carnavalesco Joãozinho Trinta; A vitoriosa Imperatriz Leopoldinense desfila com o samba de autoria de Jeferson Lima, natural de Nova Friburgo, Veneza, que há 20 anos deixou o Rio de Janeiro para viver em Nova Friburgo, além dos cariocas Carlos de Olaria, Me Leva e Guga.
2006:
– 1º Fórum de Carnaval de Nova Friburgo, nos dias 22, 23 e 24 de novembro, na quadra da Imperatriz de Olaria, por iniciativa de José Duarte.
2007:
– Em Nova Friburgo, duas escolas sagram-se campeãs: Unidos da Saudade e Imperatriz de Olaria.
– Em junho inicia-se uma série de reuniões promovidas pelo Conselho Municipal de Turismo de Nova Friburgo com os representantes das escolas de samba e blocos de enredo e diversas correntes do carnaval da Cidade.
– Em 15 de agosto registra-se mais um marco do carnaval friburguense. A partir do esforço da atual Secretária de Turismo, Cristina Bravo, e do atual Presidente da Liga Independente das Escolas de Samba e Blocos de Enredo de Nova Friburgo (LIESBENF), Luiz Carlos Teixeira, inaugura-se, finalmente, a tão ansiada sede da Liga no primeiro piso do Shopping Serra Verde (Terminal Rodoviário Sul).
Lista de campeãs do Carnaval de Nova Friburgo
Esta e uma Lista de campeãs do Carnaval de Nova Friburgo. com escolas de samba e Blocos carnavalescos. onde não ocorreu desfile em: 1961, 1962, 1970, 1994, 2001 e 2011. Em 2015 não houve disputa entre as escolas de samba.
Campeãs
Ano Campeãs
1947 Alunos do Samba
1948 Alunos do Samba
1949 Vilage no Samba
1950 Alunos do Samba
1951 Vilage no Samba
1952 Vilage no Samba
1953 Vilage no Samba
1954 Alunos do Samba
1955 Alunos do Samba
1956 Vilage no Samba
1957 Unidos da Saudade
1958 Vilage no Samba
1959 Vilage no Samba
1960 Acadêmicos das Braunes
1961 Não houve desfile
1962 Não houve desfile
1963 Alunos do Samba
1964 Alunos do Samba
1965 Alunos do Samba
1966 Unidos da Saudade
1967 Vilage no Samba
1968 Vilage no Samba
1969 Vilage no Samba
1970 Não houve desfile
1971 Vilage no Samba
Unidos da Saudade
1972 Acadêmicos das Braunes
1973 Vilage no Samba
1974 Unidos da Saudade
1975 Unidos da Saudade
1976 Acadêmicos das Braunes
1977 Unidos da Saudade
1978 Acadêmicos das Braunes
1979 Unidos da Saudade
1980 Imperatriz de Olaria
1981 Unidos da Saudade
1982 Imperatriz de Olaria
1983 Imperatriz de Olaria
1984 Unidos da Saudade
1985 Imperatriz de Olaria
1986 Unidos da Saudade
1987 Alunos do Samba
1988 Imperatriz de Olaria
1989 Vilage no Samba
1990 Alunos do Samba
1991 Vilage no Samba
1992 Imperatriz de Olaria
1993 Unidos da Saudade
1994 Não houve desfile
1995 Alunos do Samba
1996 Alunos do Samba
1997 Vilage no Samba
1998 Vilage no Samba
1999 Vilage no Samba
2000 Unidos da Saudade
2001 Não houve desfile
2002 Vilage no Samba
2003 Unidos da Saudade
2004 Unidos da Saudade e Vilage no Samba
2005 Vilage no Samba
2006 Vilage no Samba
2007 Imperatriz de Olaria e Unidos da Saudade
2008 Vilage no Samba
2009 Vilage no Samba
2010 Escola de samba Unidos da Saudade
Bloco Globo de Ouro
2011 Não houve desfile
2012 Escola de samba Unidos da Saudade
Bloco Raio de Luar
2013 Escola de samba Unidos da Saudade
Bloco Raio de Luar
2014 Escola de samba Vilage no Samba
Bloco Globo de Ouro
2015 Escola de Samba Unidos da Saudade
2016 Escola de Samba Unidos da Saudade
Bloco Bola Branca
2017 Escola de samba Unidos da Saudade e Imperatriz de Olaria
Bloco Bola Branca
2018 Escola de samba Imperatriz de Olaria
Bloco Bola Branca e Globo de Ouro
2019 Escola de samba Vilage no Samba
Bloco Bola Branca
2020 Grupo Especial Vilage no Samba
Grupo A Globo de Ouro
