A MÃO QUE LEVANTA A TAÇA É A MESMA MÃO QUE ABRE A GAVETA?
Ivanildo das Neves, Ney Velloso, Vicente de Paula e Evandro das Neves
Um samba confuso, o autor perdeu o fio da meada na segunda parte da letra. O refrão principal tinha um ponto positivo, a facilidade do canto, mas pecava na simplicidade. Era carta fora do baralho.
Bruno da Ilha, Raony, J. Paulo, Edevar e Dimarinha
O samba de maior torcida. Tinha componentes da diretoria declarando explicitamente o apoio ao samba. A obra da parceria não tem uma letra cativante, seu ponto forte é a melodia, o que ajuda a memorização. O intérprete do samba Nêgo Roger conduziu com maestria, com a melodia empolgante do começo ao fim, o samba poderia ter uma letra mais fácil. Ponto alto do samba era: “Mais é lua cheia...”
Wilson Bizzar, Evandro Malandro, Rodrigo Pires, Ezequiel do Cavaco e Valcir Ferreira.
A obra da parceria era a melhor letra, e de fácil entendimento. A melodia foi o ponto fraco, e a letra foi o ponto forte, principalmente nos refrões. A melodia cresce na parte “Meu nome é Merlyn eu sou mago e feiticeiro...” A quantidade de intérpretes no palco prejudicou a execução na quadra.
Mais no meu entendimento não se deixa pra escolher o samba na final, e com certeza não houve isso. Por isso é complicado colocar jurados na final, pois o “feitiço pode virar contra o feiticeiro” e foi o que aconteceu. O que parece acontecer em algumas escolas em Nova Friburgo, e que se deixou de ser determinante ter uma boa obra, uma boa letra, uma boa melodia, para que se tenha uma obra vencedora. Uma cidade com um carnaval de alto nível em alguns aspectos, mais deixa a desejar em outros.
Escutei a boca pequena, que não deve ser considerada em algumas situações, e participantes do processo. Alguns já diziam, como ocorrido nos outros anos, que a parceria vencedora tinha seu samba na gaveta. Enfim, foi um resultado confuso, que serve para escola rever seus conceitos em relação à escolha, respeitando os compositores, que estão se afastando da escola, já que esse ano só 3 sambas se candidataram. Lembrando que escola tem todo direito de escolher a obra que quiser, e assumindo todos os riscos possíveis na avenida.
Em pouco mais de 20 anos de carnaval e jornalismo, poucas vezes vi o melhor samba não levar, e na decisão de ontem na Imperatriz de Olaria foi uma dessas vezes.
Paulo Ferraz
Domingo 19/10/08

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