VILAGE E IMPERADOR GANHAM EM FRIBURGO

Até quem não é muito chegado a matemática entrou no ritmo da Vilage no Samba e conseguiu solucionar com rapidez a equação proposta pela escola na avenida este ano: “Luxo + beleza + criatividade e empolgação = sucesso e alegria no carnaval”. A segunda escola a desfilar contou a história da matemática, desde o antigo Egito, a partir da lenda dos antigos faraós que, para proteger seus tesouros, os guardavam em pirâmides, até a elaboração das primeiras sentenças matemáticas, que deram samba neste carnaval. Albert Einstein ganhou réplica numa alegoria da verde-e-branco, que festejou 60 carnavais e sacudiu a passarela com o enredo “Decifra-me ou te devoro”. A escola referendou a filosofia de Platão mostrando que são mesmo os números que governam o mundo. Ainda na concentração, um susto: a destaque Vera Rosa da Conceição, 42 anos, caiu ao ser elevada a um carro alegórico de aproximadamente quatro metros de altura. Ela se feriu e foi socorrida no Hospital Municipal Raul Sertã, mas a escola não se abateu e fez bonito. A origem dos primeiros algarismos foi representada pela comissão de frente dos egípcios Papirus Ahmes. As pirâmides ganharam brilho com a evolução do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, Betão e Alexandra, que abriram espaço à representação da simbologia egípcia e dos faraós em meio à águia, símbolo da Vilage. A esfinge ganhou tom dourado este ano, num sobrevôo ao antigo Egito, com efeitos especiais. Os escribas babilônios, os pastores que destacaram a ciência dos cálculos e os primeiros métodos de contagem da Índia também ganharam vida em ritmo de folia.O carro As contas do Oriente representou o método primitivo de contagem, com o ábaco, que ganhou vida na passarela. A bateria nota dez foi caracterizada de algarismos romanos e várias alas da escola representaram os primórdios da matemática em Atenas, a África numérica e fizeram homenagens à civilização maia, povo que se tornou conhecido por ser grande apreciador das sentenças matemáticas. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Hugo e Caciane, destacou a combinação binária. No carro alegórico Templo Maia, a Vilage representou as pirâmides daquele povo e a adoração às divindades, com muito brilho em néon. De uma das pirâmides os números ganharam vida com passistas, que surgiam para coreografias em plena passarela. A Vilage trouxe também os robôs na ala Numeração Binária e os estudantes como os Expoentes do Saber. As 50 baianas da escola tentaram resolver a equação do carnaval em ritmo de samba, abrindo espaço para a passagem do carro X da Questão, que ganhou efeitos especiais com Einstein surgido de uma enorme calculadora. Os foliões souberam resumir bem a soma do amor e paixão pela escola: “A Vila é dez / é expoente / que mexe com a gente...”.

UNIDOS DO IMPERADOR - O bloco verde, vermelho e branco do Alto de Olaria, embora contasse a história do tabaco, fez um alerta contra a nicotina e o hábito de fumar. Em seus dois últimos versos citava que “o tabagismo está por fora / pare de fumar agora”. O enredo falava do plantio à transformação do tabaco em cigarro, tão nocivo à saúde. O Unidos do Imperador desfilou com 280 foliões em sete alas, sendo cem integrantes na bateria. Os carros alegóricos foram A navegação, que difundiu a plantação do tabaco; a Tribo tupi-guarani, com uma taba onde os índios cultivavam e processavam o tabaco; e Malefícios da nicotina, que mostrava seres humanos debilitados, amputados, deformados e doentes por causa do fumo, que pode levar à morte. De acordo com o carnavalesco José Raimundo Côrtes, foi muito difícil levar o bloco à passarela. Tudo foi feito na base da força de vontade, amor e dedicação para compensar a pequena verba recebida. Apesar das dificuldades, todos desfilaram em busca do título


Fonte: A voz da serra on line: www.avozdaserra.com.br

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